sábado, 29 de agosto de 2009

Sonho de uma Guerreira


Vivemos num continente africano, arenoso e quente. Tenho a pele morena e com cicatrizes. Sou pequena e visto um traje clássico. Sou a guardiã da língua sagrada e a minha função é de proteger o “falante”. Fiz um voto de obediência para com ele. Tenho três adagas À cintura e um grande machado preso às costas. Tenho de proteger o “falante”. Falo a língua sagrada só com ele. Não tenho vontade própria. Não posso ter.

Sou uma guerreira e mantenho-me pura nas escolhas, nos ideias e nas artes marciais, e no meu corpo. Homem algum poderá tocar-me sob pena de morte. Tenho marcas no meu corpo. Tenho marcas, cicatrizes de outras batalhas ou punições de desacatos. Enquanto o chicote dilacera a carne, não podemos gritar. obediência. Sempre.


domingo, 24 de fevereiro de 2008

Cultura emo - estupidez massificada


Cultura emo. O que dizer? De cultura não tem nada. Ah, já sei. Um óptimo estímulo para jovens sem ambições e pseudo-deprimidos se queixarem das vicissitudes da vida. Não nos basta Darfur, Iraque, Birmânia, Angola, Moçambique e uma infeliz contínua lista de regiões problemáticas, motivados pela violência. Há que dramatizar ainda mais a nossa vida. O telejornal parece não ser suficiente.
Mães que afogam os seus bebés,
Jovens violadas,
Assaltos à mão armada,
Crianças a pegarem em armas de fogo,
Médicos “respeitáveis” a injectarem-se,
Homens de família alcoólicos.

Problemas nossos. A morte de um ente querido, o abandono, as mudanças que a vida nos traz. Não, não isso é tudo óptimo. Não podemos aprender que coisas nefastas acontecem diariamente, e “bolas”, há coisas que não consiguiremos alterar. Não podemos aprender com os nossos erros. Não podemos chorar e pensar “Pronto, foi um capítulo da vida que terminou, mas outro recomeça“, não podemos dar a volta por cima, não podemos ser pessoas alegres.
Vamos todos mutilar-nos, fazer penteados que pretendem parecer que levámos um tiro na cabeça, vestirmo-nos de luto (e aposto que a maior dos emos não perdeu ninguém recentemente) e gritar “EU SOU MISERÁVEL, POBRE DE MIM, COITADINHO, TENHAM PENA DE MIM QUE NADA FAÇO PARA SER FELIZ E ESTOU À ESPERA QUE AO ME COMPORTAR DESTA MANEIRA ME DÊEM ATENÇÃO!”. Têem razão, emo’s. Vamos adoptar esta cultura.
Um momento.
Já pararam para perceber no ridículo do tão dramático que é a vossa situação? Sim, a vida põe-nos obstáculos. Sim, sofrer custa. Mas temos de criar um sistema imunológico emocional, temos ser fortes, temos de lutar pela vida. Não estão à espera que o vosso animal de estimação se alimente sozinho e vá ao WC, pois não? Não estão à espera que ao passarem a vida em concertos e a baldarem-se às aulas terão um curso e mais tarde uma profissão que vos faça felizes, pois não? Porque se estão… estão a ser, vá, “um pouco irrealistas.” Por isso, meus caros leitores, emo’s e não-emo’s, FAÇAM O FAVOR DE SER FELIZES!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Amor

“Um monge descabelado me disse no caminho: `Eu queria construir uma ruína. Embora eu saiba que ruína é uma desconstrução. A minha idéia era de fazer alguma coisa ao jeito de tapera. Alguma coisa que servisse para abrigar o abandono, como as taperas abrigam. Porque o abandono pode não ser apenas um homem debaixo da ponte, mas pode ser também de um gato no beco ou de uma criança presa num cubículo. O abandono pode ser também uma expressão que tenha entrado para o arcaico ou mesmo de uma palavra. Uma palavra que esteja sem ninguém dentro. (O olho do monge estava perto de ser um canto). Continuou: digamos a palavra AMOR. A palavra amor está quase vazia. Não tem gente dentro dela. Queria construir uma ruína para salvar a palavra amor.Talvez ela renascesse das ruínas, como o lírio pode nascer de um monturo.´ E o monge se calou descabelado.”

"Caminho" de Manoel de Barros

sábado, 27 de outubro de 2007

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Quem és tu mascarinha?



Como quem diz:



segunda-feira, 24 de setembro de 2007

FREE TIBET


O problema não é definir o certo e o errado, mas sim o mais certo e o menos certo. O mais certo para todos ou o mais certo para nós? O dilema do frequente do quotidiano: gastar 20 euros num casaco jeitoso e 20 euros numa instituição de fins solidários (APAV, UNICEF, etc…) ou 40 euros num casaco coberto de acessórios do último grito.

Mas esta é uma causa pela qual vale a pena lutar: FREE TIBET! GET CHINA OUT! Libertar um povo, libertar uma nação, libertar a liberdade, de expressão, de religião, de viajar, liberdade de se afirmar como um país, liberdade de opinar, liberdade de dizer quem é, libertar um modo de vida, libertar a vida, libertar o budismo. Adiram à campanha FREE TIBET em que se sustenta a expulsão da China, aliás, do pseudo- comunismo chinês imposto pela força ao Tibete.


Como contribuir? Para começar, escrevendo uma carta ao embaixador chinês em Londres Madam Fu Ying, embaixador da república chinesa em Londres, cuja morada é : 49-51 Portland Place London W1B 1JL; Email:press@chinese-embassy.org.uk e também ao governador da província de Sichuan, Jiang Jufen, cuja morada é c/o Protocol and Press Division of Foreign Affairs Office of Sichuan Province100 Dongsanduan, Yihuanlu, Chengdu 610021; Phone/Fax: +86 28 8435 6789. Na carta ou e-mail que escreverem devem mencionar os seguintes aspectos:


As autoridades devem libertar imediatamente Runggye Adak e Adak Lopoe (activistas protestantes contra a invasão chinesa que foram presos).
Runggye Adak e Adak Lopoe não devem ser submetidos a qualquer tipo de tortura ou forma de desrespeito para com a “Declaração Universal dos Direitos do Homem”.
As autoridades chinesas devem respeitar os direitos e liberdades de expressão e de opinião dos Tibetanos, como está esta imposto na “Declaração Universal dos Direitos do Homem”.


Para mais informações dirija-se ao site: http://www.freetibet.org/




The path


- Pai, não sei o caminho para casa.

- Deixa-te levar pelos pés.