segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Amor
sábado, 27 de outubro de 2007
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
FREE TIBET

Mas esta é uma causa pela qual vale a pena lutar: FREE TIBET! GET CHINA OUT! Libertar um povo, libertar uma nação, libertar a liberdade, de expressão, de religião, de viajar, liberdade de se afirmar como um país, liberdade de opinar, liberdade de dizer quem é, libertar um modo de vida, libertar a vida, libertar o budismo. Adiram à campanha FREE TIBET em que se sustenta a expulsão da China, aliás, do pseudo- comunismo chinês imposto pela força ao Tibete.
Como contribuir? Para começar, escrevendo uma carta ao embaixador chinês em Londres Madam Fu Ying, embaixador da república chinesa em Londres, cuja morada é : 49-51 Portland Place London W1B 1JL; Email:press@chinese-embassy.org.uk e também ao governador da província de Sichuan, Jiang Jufen, cuja morada é c/o Protocol and Press Division of Foreign Affairs Office of Sichuan Province100 Dongsanduan, Yihuanlu, Chengdu 610021; Phone/Fax: +86 28 8435 6789. Na carta ou e-mail que escreverem devem mencionar os seguintes aspectos:
As autoridades devem libertar imediatamente Runggye Adak e Adak Lopoe (activistas protestantes contra a invasão chinesa que foram presos).
Runggye Adak e Adak Lopoe não devem ser submetidos a qualquer tipo de tortura ou forma de desrespeito para com a “Declaração Universal dos Direitos do Homem”.
As autoridades chinesas devem respeitar os direitos e liberdades de expressão e de opinião dos Tibetanos, como está esta imposto na “Declaração Universal dos Direitos do Homem”.
Para mais informações dirija-se ao site: http://www.freetibet.org/
terça-feira, 24 de julho de 2007
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Waking Life - Lorca
Pensam que , se o "então" acontece, o "agora"não existe.Mas não disse que o "uau" esta acontecendo agora?
Somos todos co-autores dessa exuberância de dança,
pois até nossas inabilidades se reúnem. Autores de nós , co-autores de um gigantesco romance de Dostoievsky.
Aquilo em que estamos envolvidos, o mundo é a chance de mostrar como a alienação é emocionante.A vida é questão de
milagre coletado através do tempo em momentos pasmados por estarem na presença um dos outros.O mundo é uma prova
para verse crescemos para a experiência.Nossa visão é um teste para ver se vemos alem dele.A matéria é um teste
para nossa curiosidade.A duvida é uma prova de nossa vitalidade. Thomas mann escreveu que preferia participar da
vida a escrever cem histórias.Giacometti , uma vez , foi atropelado por um carro, e recorda , num desmaio lúcido,
ter sentido súbita alegria ao perceber que ,afinal, algo lhe acontecia.Alguns supõem que não se pode entender a
vida e viver.Não concordo inteiramente, ou seja, não discordo. Eu diria que a vida compreendida é a vida vivida.
Mas os paradoxos me incomodam e posso apreender a amar e a fazer amor com paradoxos que me incomodam.E, em noites
românticas do eu vou dançar salsa com minha confusão.
Antes que volte a dormir , não esqueça, ou seja, lembre-se, porque lembrar é muito mais que uma atividade psicótica,
Lorca , no mesmo poema, disse que o iguana mordera aqueles que não sonham.E, ao se perceber que se é figura de sonho
no sonho de outro, isso é auto-consciencia.
terça-feira, 10 de julho de 2007

Já não se escolhem os seres pela sua essência, mas pelo menor número de danos que estes podem vir a causar. Parece ser esta a metodologia mais corrente. É difícil definir as coisas hoje em dia. Por exemplo, como se define o amor segundo as regras da economia?Arranjando-se pessoas com objectivos comuns, que posteriormente 'juntam os trapinhos'. Trapinhos esses que no máximo de 10 anos se rompem.
Este chamado amor ,que é apoiado publicamente pelos meios de comunicação, faz-nos acreditar que encontramos o amor se formos regularmente ao ginásio, comprarmos as revistas certas, gastarmos fortunas num trapinho que deixe tudo de fora e fizermos dietas pseudo-milagrosas.
Assim se encontra o amor verdadeiro hoje em dia.

Sentir. são muitas outras coisas,
em que já toquei e reflecti.
O vento frio que nos fala e nos pinta,
ao sabor do fogo que salta e que bate
no peito, na perna, no peito.
Os braços erguem-se, e esvoaçantes dançam com as ancas.
Os cotovelos resignam-se, e caem.
As lágrimas acabaram..
sábado, 7 de julho de 2007
Por Uma Nova Urbanidade – Parte I
Numa Europa Tecno-urbana, internacionalizada e multinacionalizada economicamente, fecundadora de não-lugares, emergem megalópoles, tecnópolis e pólos tecnológicos em detrimento de uma cidade discreta.
Perante a complexidade, a aceleração da história transporta-nos a um “esplendor do caos”, a uma panóplia de relações incompreensíveis, fecundada num processo de mutação da Cidade Europeia. Exemplos paradigmáticos, Barcelona de Cerda e Paris de Hausmann – século XIX - surgem como bitola da “urbs y civitas” fundamentadas em planos regularizadores que visão controlar o crescimento caótico da polis, e dessa forma responder as contingências espontâneas e concretas introduzidas pelo papel da técnica enquanto mecanismo de mudança social e do tecido urbano. Território físico e actores sociais mantêm uma relação recíproca. Globalidade, Urbanidade, Humanidade e Técnica correspondem aos chavões base dos planos, passando-se pela primeira vez em cidade para o automóvel e numa disciplina autónoma: urbanismo.
A prepotência surge após a 2ª Grande Guerra, fecundada no princípio da tábua rasa e na desconstrução da cidade europeia. A técnica governa-nos, organiza-nos em detrimento do urbano, onde todo o sistema de comunicação e transportes constituíam a matriz normativa da urbs, através de vias ferro carris que funcionam como fio condutor entre aglomerados urbanos – Cidade Jardim do Howard – ou através da autonomização do edificado isolados fase a desordem dos núcleos históricos – Carta de Atenas. Desenho e Ideologia caminham de mãos dadas no controlo do tecido urbano.
Por outro lado, a radicalizarão da Técnica fase ao Urbano, conduzi-o a uma perca irremediável da “cidade discreta”, ou seja, a sucessiva aceleração do tempo e respectiva evolução técnica culminam numa Nova Era da “Comunidade Universal e Difusa”. Esta, por sua vez, conduz a novas formas de movimentação e implantação, surgindo consequentemente “centralidades periféricas segundo um sistema regional e nacional”, despovoando centros históricos e culminando num conjunto de relações desmultiplicadas e deslocalizadas que se traduzem num espaço de fluxos. Este culmina “la muerte de la ciudad” dando largas a uma utopia pseudo-urbanistica, Em suma, a uma proliferação de significados e abordagens de modo a que a mesma perca sentido: falta de articulação, sobreposição e confusão de escalas.
Projectamos um sistema de “modelos caducos” numa dimensão kafkiana: o que existe não se explica, nem pelo passado, nem pelo futuro, resumindo-se a um mar de indefinição e contingência, ou seja, segundo F. Choay argumenta “la ciudad europea no va a convertirse en una Collage City, no puede continuar siendo un objecto que yuxtapone un estilo nuevo a los del pasado”.
Finalmente, num acto retrospectivo, tal estado desafia a nossa visão a ver mais alem do concreto, expande nossa consciência a ponto de compreendermos ate que ponto somos todos co-autores da urbs termis, e corrobora na necessidade de compreender a nova era da “comunidade universal e difusa”.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Ora viva!
É com estas palavras que escrevo qualquer coisa neste blog.
Trata-se de um post inicial apenas para marcar presença.
Deixo-vos apenas uma coisa que encontrei no outro dia, a técnica chama-se binaural recording.
É muito giro, tem que ser ouvido com headfones, pq as caixas das colunas n dão para estas coisas...
Feche os olhos e carregue play...
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Num Mundo do “Senhor” Dinheiro: Poliferação e Estagnação
No mundo em que o “senhor” dinheiro manda, a única coisa que temos de borla é a palavra. No entando, constituindo esta um eventual perigo, importa desde logo, encontrar mecanismos, que dificultem a sua compreensão, isto é, cria-se um espaço de proliferação de significados de modo a que a mesma perca sentido. O mesmo acontece relativamente aos conceitos, proliferando de forma larga o conceito gambezino. Tal estado de coisas contribui para a construção de um “ruído pré-meditado” o qual se junta a um “ruído de fundo” constituído por uma amalgama de informações, disponibilizada em excessos consecutivos, o que nos transporta para um estado de caos, quando se pretende, em tempo útil que essa mesma informação produza sentido. Na Internet o problema do ruído torna-se, então, ensurdecedor.
A aceleração da historia e bem assim a redução do tempo estratégico, transporta-se a um “esplendor do caos”, levando-nos a olhar para baixo, uma vez que estamos a verificar as relações económicas entre indivíduos e a não perceber, dada a subtilização dos conflitos, o que efectivamente se passa.
A violência e o obsceno que com ela convive, leva-nos a aspirar a uma “paz perpétua”, esquecendo-nos que a violência continua a ser indissociável da historia e o conflito a estar no cerne de toda a evolução. Ambicionar o reino da Suprema Harmonia na Terra é atribuir aos Homens uma Virtual sageza que as religiões reservam aos Deuses.
A Razão é relativa porque humana e socialmente condicionada, o progresso é dinâmico contraditório de que os Homens correm o risco de ir a ser vitimas. Razão e Não-Razão governam simultaneamente o mundo, e nem sempre o mais racional é o mais Justo e, o mais Justo o mais racional.
Perante a complexidade, que à primeira vista, é um fenómeno quantitativo, a extrema quantidade de interacções e de interferência entre um número muito grande de unidades. No entanto a complexidade não compreende apenas quantidades também incertezas, indeterminações e fenómenos aleatórios. Assim, a complexidade num sentido tem sempre contacto com o acaso, razão pelo qual a complexidade coincide com a incerteza.
Finalmente, vivemos num tempo de repetições, e a aceleração da repetição produz simultaneamente uma sensação de estagnação. É ao mesmo tempo fácil e irrelevante cair na ilusão retrospectiva de projectar o futuro no passado, como cair na ilusão retrospectiva de projectar o passado no futuro. O presente eterno faz a equivalência entre as duas ilusões e neutraliza ambas. Existe a apenas um mar de indefinição e de contingência.
Em suma, com os sistemas e subsistema de poder em roda livre, cria-se uma sociedade de distraídos, produzindo-se uma panóplia de não-lugares, frequentados por cidadãos reduzidos ao mínimo burocrático de consumidor, onde o sentido estético desaparece e o sentido ético é pura miragem, conduzindo a uma perca irremediável de capital social, dando-se largas ao mito do eufórico.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Inauguração - Bolhas Pequeninas
Dêem-lhe todas as satisfações económicas de maneira que não faça mais nada senão dormir, devorar pasteis e esforçar-se por prolongar a historia universal; cumulem-no de todos os bens da terra e mergulhem-no em felicidade até à raiz dos cabelos: à superfície de tal felicidade como à tona de agua virão rebentar bolhas pequeninas.

