Cultura emo. O que dizer? De cultura não tem nada. Ah, já sei. Um óptimo estímulo para jovens sem ambições e pseudo-deprimidos se queixarem das vicissitudes da vida. Não nos basta Darfur, Iraque, Birmânia, Angola, Moçambique e uma infeliz contínua lista de regiões problemáticas, motivados pela violência. Há que dramatizar ainda mais a nossa vida. O telejornal parece não ser suficiente.
Mães que afogam os seus bebés,
Jovens violadas,
Assaltos à mão armada,
Crianças a pegarem em armas de fogo,
Médicos “respeitáveis” a injectarem-se,
Homens de família alcoólicos.
…
Problemas nossos. A morte de um ente querido, o abandono, as mudanças que a vida nos traz. Não, não isso é tudo óptimo. Não podemos aprender que coisas nefastas acontecem diariamente, e “bolas”, há coisas que não consiguiremos alterar. Não podemos aprender com os nossos erros. Não podemos chorar e pensar “Pronto, foi um capítulo da vida que terminou, mas outro recomeça“, não podemos dar a volta por cima, não podemos ser pessoas alegres.
Vamos todos mutilar-nos, fazer penteados que pretendem parecer que levámos um tiro na cabeça, vestirmo-nos de luto (e aposto que a maior dos emos não perdeu ninguém recentemente) e gritar “EU SOU MISERÁVEL, POBRE DE MIM, COITADINHO, TENHAM PENA DE MIM QUE NADA FAÇO PARA SER FELIZ E ESTOU À ESPERA QUE AO ME COMPORTAR DESTA MANEIRA ME DÊEM ATENÇÃO!”. Têem razão, emo’s. Vamos adoptar esta cultura.
Um momento.
Já pararam para perceber no ridículo do tão dramático que é a vossa situação? Sim, a vida põe-nos obstáculos. Sim, sofrer custa. Mas temos de criar um sistema imunológico emocional, temos ser fortes, temos de lutar pela vida. Não estão à espera que o vosso animal de estimação se alimente sozinho e vá ao WC, pois não? Não estão à espera que ao passarem a vida em concertos e a baldarem-se às aulas terão um curso e mais tarde uma profissão que vos faça felizes, pois não? Porque se estão… estão a ser, vá, “um pouco irrealistas.” Por isso, meus caros leitores, emo’s e não-emo’s, FAÇAM O FAVOR DE SER FELIZES!
Mães que afogam os seus bebés,
Jovens violadas,
Assaltos à mão armada,
Crianças a pegarem em armas de fogo,
Médicos “respeitáveis” a injectarem-se,
Homens de família alcoólicos.
…
Problemas nossos. A morte de um ente querido, o abandono, as mudanças que a vida nos traz. Não, não isso é tudo óptimo. Não podemos aprender que coisas nefastas acontecem diariamente, e “bolas”, há coisas que não consiguiremos alterar. Não podemos aprender com os nossos erros. Não podemos chorar e pensar “Pronto, foi um capítulo da vida que terminou, mas outro recomeça“, não podemos dar a volta por cima, não podemos ser pessoas alegres.
Vamos todos mutilar-nos, fazer penteados que pretendem parecer que levámos um tiro na cabeça, vestirmo-nos de luto (e aposto que a maior dos emos não perdeu ninguém recentemente) e gritar “EU SOU MISERÁVEL, POBRE DE MIM, COITADINHO, TENHAM PENA DE MIM QUE NADA FAÇO PARA SER FELIZ E ESTOU À ESPERA QUE AO ME COMPORTAR DESTA MANEIRA ME DÊEM ATENÇÃO!”. Têem razão, emo’s. Vamos adoptar esta cultura.
Um momento.
Já pararam para perceber no ridículo do tão dramático que é a vossa situação? Sim, a vida põe-nos obstáculos. Sim, sofrer custa. Mas temos de criar um sistema imunológico emocional, temos ser fortes, temos de lutar pela vida. Não estão à espera que o vosso animal de estimação se alimente sozinho e vá ao WC, pois não? Não estão à espera que ao passarem a vida em concertos e a baldarem-se às aulas terão um curso e mais tarde uma profissão que vos faça felizes, pois não? Porque se estão… estão a ser, vá, “um pouco irrealistas.” Por isso, meus caros leitores, emo’s e não-emo’s, FAÇAM O FAVOR DE SER FELIZES!
Sem comentários:
Enviar um comentário